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Varstation e Hospital Israelita Albert Einstein criam primeiro exame genético do mundo para detecção em larga escala do novo coronavírus por meio da técnica de sequenciamento NGS

Com acurácia equivalente à do método RT-PCR, o padrão ouro de diagnóstico, a técnica é mais eficiente e é capaz de analisar até 16 vezes mais amostras no mesmo intervalo de tempo. Esse novo recurso surge como opção viável de testagem em massa, representando um enorme avanço no combate à pandemia e a previsão é de que esteja disponível para entrar na rotina do Laboratório do Einstein dentro de três semanas.

A técnica utilizada

A Varstation desenvolveu,  em parceria com o Hospital Israelita Albert Einstein, o primeiro teste do mundo de diagnóstico do novo coronavírus baseado em Sequenciamento de Nova Geração (Next Generation Sequencing – NGS) com 100% de especificidade – ou seja, que não apresenta casos de falso-positivo.

A técnica NGS consiste na leitura de pequenos fragmentos de DNA para a identificação de doenças ou mutações genéticas. A grande inovação desenvolvida pelos pesquisadores da Varstation foi ter adaptado o método para detectar RNA, a outra molécula biológica que, junto com o DNA, compõe o material genético de todos os seres vivos. Assim como diversos tipos de vírus, o Sars-Cov-2 possui apenas RNA. “Até agora, a única forma de registrar sua presença dentro das células humanas era pela técnica RT-PCR”, explica o patologista João Renato Rebello Pinho, coordenador do Laboratório de Técnicas Especiais do Hospital Israelita Albert Einstein.

O Exame

O exame foi desenvolvido seguindo boas práticas e recomendações de instituições respeitadas como o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos, e a Food and Drug Administration (FDA), a agência americana responsável pela aprovação de medicamentos e tecnologias em saúde. As primeiras validações demonstram alta capacidade (90%) de identificar corretamente os indivíduos que contraíram a doença. Elas foram executadas usando amostras testadas na rotina habitual do laboratório no Hospital Israelita Albert Einstein, no Morumbi (São Paulo).

A coleta de amostra para detecção do vírus é efetuada por meio de cotonetes estéreis (chamados de swab) em contato com a região nasal ou saliva. Posteriormente, a amostra é preparada de acordo com protocolos específicos desenvolvidos pelo Einstein.  A análise dos resultados é realizada por meio da plataforma de bioinformática Varstation® “O resultado fica pronto em até três dias, mas já estamos trabalhando para reduzir significativamente este prazo”, explica o bioinformata Murilo Cervato, gerente de Inovação e Ciência de Dados do Hospital Israelita Albert Einstein e CEO da Varstation. Todo o processo está patenteado.

O desenvolvimento do teste levou cerca de dois meses. “O feito da equipe do Einstein e da Varstation, executado em tão pouco tempo, é resultado do grande investimento da organização em suas áreas de pesquisa, inovação e empreendedorismo”, afirma o engenheiro Claudio Terra, diretor de Inovação e Transformação Digital da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein.

O que diferencia esse teste dos outros?

O teste identifica a presença do vírus, funcionando como instrumento diagnóstico a ser usado desde o primeiro dia de infecção, da mesma forma que o RT-PCR, o que o torna uma alternativa viável de adoção de testagem diagnóstica em massa. O que há disponível no momento para testagem são os exames sorológicos, conhecidos como testes rápidos. No entanto, eles detectam anticorpos produzidos pelo organismo em resposta à infecção que podem ser observados em média 14 dias após a contaminação. Consequentemente, esses testes devem ser aplicados apenas para triagem e mesmo assim, possuem taxas de aproximadamente 30% de falsos-negativo.  

Quando ele estará disponível?

O teste deverá estar disponível para a rotina de operação diagnóstica no Einstein até o início de junho. Trata-se, portanto, de outra vantagem do exame, já que amplia de maneira significativa a capacidade de testagem no Einstein e, potencialmente, a de outros laboratórios semelhantes no Brasil e no mundo. A adoção da metodologia tem grande potencial de ser feita em larga escala, uma vez que há grande disponibilidade de produção em laboratórios de NGS, que atualmente se encontram, na maior parte dos casos, com baixo nível de utilização em função da pandemia.

Sobre a Varstation

Varstation é uma plataforma do Hospital Israelita Albert Einstein que foi criada pelo Departamento de Inovação do hospital e visa democratizar o conhecimento sobre genética. Ela provê suporte para o processamento e análise de amostras genéticas humanas de NGS com um ambiente customizável, baseada em nuvem, segura, centralizada e com validação clínica. Além disso, fornece conhecimento tecnológico em medicina de precisão e serviços de alta qualidade, para assim, conseguir capacitar as instituições de saúde a oferecer o melhor tratamento aos seus pacientes e trazer mais facilidade aos pesquisadores da área.   

  • Donato Martins Neves Pacheco

    22 maio 2020

    Estou muito feliz com a notícia!

    • Lucia Helena Guedes

      24 maio 2020

      Parabénssss pela Notícia!!Eu acredito nas pessoas que querem um Mundo Melhor Para Todos...Não apenas para poucos...Deus Abençoe!

  • Maria Elizabete Silva Schreiberrr

    22 maio 2020

    Será que vem para outros laboratórios tbém?? Seria muito bom!

  • Maria Elizabete Silva Schreiber

    22 maio 2020

    Excelente será que vão passar para outros laboratórios??

  • Helder Freitas

    21 maio 2020

    Sensacional! Vcs criaram uma ferramenta essencial na testagem em massa! Parabéns!

  • Luis Carlos Ferreira

    21 maio 2020

    Maravilhoso, exatamente que precisamos em nosso pais seriedade, estudo,competência e excelência nos produtos. Luis Ferreira

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